E a neblina veio vindo ate mim, como as verdades nunca ditas se achegam, e hão de vir sempre. Dou-me conta que o frio que sinto é um frio a...

alguém veja...

E a neblina veio vindo ate mim, como as verdades nunca ditas se achegam, e hão de vir sempre.
Dou-me conta que o frio que sinto é um frio assim, de saber que nao fui presa por ninguem e a ninguem, e somente a mim.
Tenho medo da solidão.
E da solidão maior do que é eu ser assim tão estranha mas tanto, que só eu mesma sei, porque nunca conheci ninguém exatamente igual a mim.
Quando falo do que me torna assim, tao estranha, fico menos humana. Como hoje quando falei uma parte a ele, sobre os sonhos.
Vejo os humanos, e o que os torna humanos é que nascem aos pares, e sou tão inumana por nao ter par algum.
Ou este nunca se mostrou assim.
Eu sempre me sinto só, e é por isto. Não importa onde eu vá, vejo a neblina e o vazio branco, onde visto roupas negras, para que, com sorte...

...

a dificuldade que as pessoas tem em aceitar as coisas boas me deixa agitada, mas elas tambem tem dificuldades em falar a verdade sobre as coisas ruins, entao, ainda existe um certo equilibrio.

2 comentários:

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  2. Imagino que teu par pense a mesma coisa: que nasceu assim, sozinho, e que se vocês se encontrarem um dia, não dariam conta dessa condição e nem se reconheceriam; Ou não.
    Nada disso se força Sami, esse "Prender-se a alguém", ou mesmo a tal paixão que humanos teimam em sentir. E essa verdade sobre você também me veio há muito tempo: você não se apaixona porque não gosta da idéia de perder o controle sobre si mesma. Não gosta do "não saber" do amanhã, do sentimento de dependência e morte, de viver como um maldito viciado. Não gosta da idéia de que não teria idéia de onde o sentimento surgiu, como uma flecha certeira no meio da sua testa, essa confusão, embriaguez pura dos sentidos, essa falta de continuidade e tudo o que importaria seria ela, essa pessoa perfeita. O tempo em que você fica com ela, você contaria, e ele, o maldito tempo, sempre passaria rápido demais. E sempre se lembraria de cada detalhe, cada fala, palavra, ato. A roupa que você estaria, e a dela. E tudo seria lindo e delicioso, como num daqueles banquetes de Baco.

    Ainda que sempre tenha desejado ter essa tua consicencia de liberdade, de desapego... Às vezes imagino que ser assim, consciente demais dos sentimentos humanos os faz menos encantadores do que realmente poderiam ser se você não os analizasse. Sinceramente desejo que um dia você se permita esse último passo, o ser humana em sua simplicidade e instinto: apaixonar-se e se deixar levar, só isso. Desde quando é tão dura consigo mesma? Achei que esse fosse o meu papel, não o seu... Tenha consciencia de que nada disso se controla e você ainda tem todo o tempo do mundo para que uma dessas "doenças" se acometa sobre você... E é isso que, no fundo, sempre te desejei.

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